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O que muda na gestão quando a empresa passa a responder a terceiros

Toda empresa começa respondendo a si mesma. O dono decide, ajusta, corrige e segue. Enquanto o negócio é pequeno, esse modelo funciona. A conversa é interna, os erros são absorvidos e a gestão se resolve no improviso controlado. Mas esse cenário muda — e muda de forma definitiva — quando terceiros entram na equação. Banco, investidor, auditoria, conselho, parceiro estratégico. A partir do momento em que alguém de fora começa a fazer perguntas, a gestão deixa de ser apenas decisão. Ela passa a ser comprovação. E muita empresa descobre tarde demais que decidir é bem diferente de provar. Quando a pergunta muda, a gestão precisa mudar junto Enquanto a empresa responde só ao dono, a pergunta central costuma ser:“Está funcionando?” Quando terceiros entram, a pergunta vira outra:“Como você sabe que está funcionando?” Esse detalhe muda tudo. Responder a terceiros exige: Não basta mais “achar que está indo bem”. É preciso demonstrar. A empresa deixa de ser pessoal e vira institucional O primeiro choque para muitos gestores é perceber que a empresa já não é mais uma extensão direta da vontade do dono. Quando terceiros entram: Não porque alguém quer mandar, mas porque o risco agora é compartilhado. Quem empresta dinheiro, investe capital ou valida números quer previsibilidade, não improviso. O fim da gestão baseada em memória Em empresas que ainda não respondem a terceiros, muita coisa funciona “de cabeça”. O dono sabe. O gestor lembra. O financeiro ajusta. Esse modelo não sobrevive a uma auditoria simples. Terceiros não aceitam: Eles exigem rastreabilidade. E rastreabilidade exige sistema, processo e disciplina. Quando a gestão passa a ser testada — não apenas executada Responder a terceiros é, na prática, submeter a gestão a um teste constante. Banco quer entender: Investidor quer enxergar: Auditoria quer validar: Nenhum deles quer “opinião”. Todos querem evidência. O erro comum: tentar provar com improviso Muitas empresas tentam responder a terceiros com o que têm à mão: Funciona uma vez. Duas, talvez. Depois, quebra. Provar gestão com improviso é como tentar passar credibilidade montando a casa enquanto o visitante já está na porta. Quando o nível da conversa sobe, a estrutura precisa acompanhar Responder a terceiros eleva o nível da conversa automaticamente. Deixa de ser:“Estamos crescendo.” E passa a ser: Se a empresa não tem estrutura para responder isso com segurança, a conversa termina rápido — e mal. Governança não é burocracia. É linguagem comum. Muita empresa confunde governança com burocracia. Na prática, governança é linguagem compartilhada. É garantir que: Isso não engessa a empresa. Pelo contrário. Ela reduz ruído. Quando a gestão é clara, responder a terceiros deixa de ser ameaça e passa a ser oportunidade. O papel do sistema de gestão nesse novo estágio É nesse momento que o ERP deixa de ser apenas sistema operacional e passa a ser infraestrutura de credibilidade. Sem um sistema que: a empresa fica vulnerável. Não vulnerável ao erro técnico, mas à perda de confiança. Soluções como o ERP Posseidom entram exatamente nesse ponto: não para “impressionar”, mas para sustentar a conversa em nível institucional, onde decisão precisa ser demonstrável. A mudança mais difícil é cultural, não técnica O maior desafio ao passar a responder a terceiros não é implantar sistema. É mudar postura. Significa aceitar que: Empresas que resistem a isso não perdem apenas oportunidades. Perdem credibilidade. Quando responder a terceiros vira vantagem competitiva Empresas maduras entendem rápido: responder bem a terceiros é diferencial. Elas: Porque já estão preparadas para explicar o negócio. Enquanto concorrentes se defendem, elas avançam. A pergunta que separa estágios de maturidade Existe uma pergunta simples que separa empresas em dois grupos: “Se alguém de fora pedir seus números hoje, você responde com segurança?” Se a resposta for “mais ou menos”, a gestão ainda está presa ao modelo pessoal.Se for “sim, sem problema”, a empresa já opera em nível institucional. Responder a terceiros não é perda de controle. É prova de maturidade. Conclusão Quando a empresa passa a responder a terceiros, a gestão muda porque o jogo muda. Decidir continua sendo importante. Mas provar passa a ser obrigatório. Quem não se prepara para esse momento trata cada pergunta como ameaça.Quem se estrutura transforma cada pergunta em validação. Porque, no fim, a mensagem é simples e inevitável: Quando outros começam a perguntar, a gestão precisa provar. E empresas que conseguem provar não só sobrevivem a esse estágio — elas crescem com muito mais consistência. Compartilhar:

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Por que skills vão mudar seu jeito de codar ⚡

Skills são pacotes reutilizáveis de conhecimento: instruções, exemplos, scripts e até ferramentas externas, que ensinam o agente a executar um tipo de tarefa de forma consistente (por exemplo “projetar arquitetura hexagonal” ou “fazer security review OWASP”). Em vez de só “pedir ajuda pro chat”, você cria uma biblioteca de playbooks que podem ser usados por qualquer projeto, qualquer dev do time e, em alguns casos, até em diferentes IDEs.​ Para empreendedor e profissional de TI, isso significa: menos tempo explicando o que quer, mais tempo validando resultado; menos risco de um júnior “inventar moda”, mais padronização de arquitetura, segurança, API e UX. O objetivo é que tarefas repetitivas (modelar entidades, criar endpoints, revisar segurança, montar UI base) viabilizem um fluxo quase “linha de produção” — você foca nas decisões estratégicas e deixa o agente executar o processo que você documentou nas skills. Como cada IDE trata skills 🧩 Todas seguem a mesma ideia: arquivos de skill em Markdown, com nome, quando usar e as instruções, mas cada IDE tem sua forma de plugar isso no agente. O ponto em comum é que, quando você escreve um prompt, o agente escaneia as descrições das skills e “ativa” só as que fazem sentido para aquela tarefa. 🛰️ Antigravity 🤖 Claude Code (incluindo uso via VS Code) 🧩 Cursor IDE 🧩 VS Code (Copilot + instruções + skills) Transformando sua lista única em skills práticas 🧠 A sua lista única já é, na prática, o mapa de quais skills você deveria criar primeiro: cada bloco vira um “pacote de skills” com variações focadas em tarefas específicas. Essa granularidade é importante porque as melhores skills são focadas em tarefas repetíveis, com critérios de ativação e exemplos muito claros. Vou organizar sua lista em “famílias de skills” e indicar como desenhar cada uma de forma que funcione bem em Antigravity, Claude, Cursor e VS Code (via instruções/skills). 🏛️ Arquitetura e Engenharia de Software Você pode criar múltiplas skills especializadas, por exemplo: Essas skills encaixam bem em Antigravity e Cursor usando SKILL.md, e em Claude/VS Code como skills ou arquivos de instruções para orientar todo o código gerado pela IA. 🌐 Desenvolvimento de APIs Aqui vale separar por tipo de tarefa: Essas skills podem chamar scripts auxiliares (por exemplo, geração automática de OpenAPI a partir de código) quando você estiver em ambientes que suportam scripts, como Antigravity e Claude com skills que acionam ferramentas externas. 🎨 Design e Identidade Visual Mesmo para dev, é aqui que você ganha velocidade em UI/UX sem perder consistência de marca. Em Cursor e Antigravity, essas skills podem ser combinadas com outras, como “Frontend Builder” ou “Artifacts Builder”, para gerar rapidamente protótipos de UI consistentes com seu design system. 🛡️ Segurança da Informação Aqui é onde usar skills fica quase obrigatório para reduzir risco e padronizar o mínimo aceitável de segurança. No ecossistema Antigravity já existem skills voltadas para auditoria de segurança, incluindo checks baseados em OWASP, transformando o agente em um “red team” automatizado. Em Claude e Cursor, você pode acoplar scripts que rodem scanners ou linters de segurança via skills, ampliando essa cobertura. 🔄 Dados e Sincronização Para produtos que precisam funcionar offline ou sincronizar entre cliente/servidor, vale encapsular esse conhecimento. Como muitas skills podem incluir scripts e ferramentas, Claude Skills e Antigravity são bons candidatos para automatizar testes de cenários offline/online e validar consistência dos dados. 🔔 Sistemas de Notificação Por fim, tudo que envolve push, filas e mensageria pode ser altamente padronizado. Essas skills podem ser combinadas com scripts de teste de filas ou tools de testes de webhooks disponíveis via skills em Claude Code ou Antigravity. Exemplos de uso de skills em cada IDE 💻 A seguir, ideias práticas de como você usaria essas famílias de skills no seu dia a dia, em cada ambiente. A lógica é a mesma: você configura as skills uma vez e depois só chama o agente com um pedido de alto nível. 🛰️ Antigravity 🤖 Claude Code (incluindo VS Code) No VS Code, você reforça isso adicionando arquivos de instruções que dizem ao Copilot/Claude “sempre seguir meus padrões de arquitetura, segurança e design” no contexto daquele workspace. 🧩 Cursor IDE Plano em 7 passos para começar hoje 🚀 Se você quer transformar essa lista única em um “stack de skills” de alto impacto, recomendo priorizar poucos blocos, mas muito bem definidos. A ideia é que, em 1–2 semanas, você tenha uma fundação reutilizável em qualquer IDE compatível. 📌 Call to action direto: escolha hoje 3 skills da sua lista (uma de arquitetura, uma de API, uma de segurança), escreva a primeira versão em SKILL.md e teste em um projeto real em Antigravity, Claude ou Cursor. Na próxima conversa, se quiser, posso te ajudar a revisar o texto dessas 3 skills linha a linha para maximizar clareza, gatilhos de ativação e impacto na sua rotina. Compartilhar:

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👉 Não é sobre evitar erro. É sobre sobreviver a ele.

🧩 A fronteira real: quando os erros chegam por todos os lados Aqui está a dor que separa time que “tem log” de time que “enxerga o sistema”: seus erros estão espalhados em formatos e canais que não conversam. O aplicativo mobile gera crash em arquivo de texto no dispositivo. O backend Java loga em JSON para stdout. A fila de mensagens (Kafka/RabbitMQ) registra dead letters em binário. O banco de dados tem sua própria tabela de auditoria. E ainda tem o syslog do sistema operacional, os logs de acesso do nginx, e as exceções que o time de suporte recebe via Slack/Telegram quando um usuário rage-quita. Se você precisa abrir cinco ferramentas diferentes para traçar um único incidente, você não tem observabilidade. Tem um caos organizado. A arquitetura que resolve isso Para receber erros de múltiplas fontes e transformar em inteligência acionável, você precisa de quatro camadas funcionando em conjunto: 1. Coleta multi-protocolo (os “agentes” ou log shippers) Cada fonte exige uma estratégia diferente: 2. Fila de buffer (o salva-vidas em escala) A eterna verdade de quem rodou sistema grande: nunca mande log direto para storage. A taxa de ingestão varia demais. Em pico de erro, seu banco de logs vai cair se receber diretamente de milhares de instâncias. A solução é uma camada de buffer: Kafka, RabbitMQ, ou até Redis em casos menores. Os agentes enviam para a fila. O processador consome da fila. Se o storage ficar lento, a fila cresce — mas você não perde dados. Isso também desacopola “geração de log” de “processamento de log”, permitindo que você pause o parser sem perder eventos. 3. Normalização e enriquecimento (onde a mágica acontece) Aqui é que muita implementação amadora morre. Você recebe: Precisa de um parser que normalize tudo para um schema comum: timestamp, severity, service, trace_id, mensagem, metadata. E enriqueça: adicione hostname, região da cloud, versão do deploy, ID do pod Kubernetes. Sem isso, você não consegue correlacionar “erro no banco” com “retry excedido no serviço X”. 4. Storage e consulta (onde você vai quando o pager toca) O storage precisa ser otimizado para write-heavy (você escreve muito mais do que lê). Elasticsearch, Loki, ClickHouse, ou até S3 com Athena são opções viáveis. O que importa é: você consegue, em segundos, buscar por trace_id que atravessa 12 serviços diferentes? Se a resposta for “demora 2 minutos”, você vai perder o incidente. O desafio do profissional sênior: correlação distribuída Ter todos os logs no mesmo lugar é só o começo. O problema real é: como você sabe que o erro no microserviço A causou o timeout no B, que gerou a mensagem de erro no banco C? Você precisa de distributed tracing (trace_id propagado via headers HTTP, mensagens de fila, e até calls de banco) + logging estruturado que inclua esse trace_id em cada evento. Só assim você consegue, em uma única query, reconstruir a jornada de uma requisição que falhou em qualquer ponto da arquitetura. Alertas que fazem sentido (e não spam) Com todos esses dados centralizados, você pode criar alertas baseados em padrões, não só thresholds: Isso é só possível quando você conseguiu unificar logs de aplicação, infraestrutura e mensagens em um único sistema de consulta. Essa arquitetura não é “overengineering” — é o mínimo para qualquer sistema que tenha mais de três serviços e uptime que importa para o negócio. A boa notícia: ferramentas como OpenTelemetry, Fluentd, Kafka e Elasticsearch (ou soluções gerenciadas como Datadog, Splunk, Signoz) já resolvem 80% do problema. Os 20% restantes são configuração correta de parsers, garantia de entrega (exactly-once vs at-least-once), e decisões de retenção (o quanto você guarda e por quanto tempo, considerando custo). Se você está hoje abrindo SSH em 15 máquinas diferentes para caçar um erro, ou puxando dump de tabela de log manualmente, você está gastando tempo de engenheiro sênior em tarefa que deveria ser automatizada. E pior: está assumindo risco de perder o erro crítico que está escondido na fonte que você esqueceu de olhar. Compartilhar:

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Regime Tributário: Como Escolher a Opção Mais Vantajosa

Escolher o regime tributário certo é uma decisão que impacta diretamente o caixa, a competitividade e a conformidade fiscal da empresa. Ainda assim, muitas organizações fazem essa escolha sem análise adequada, o que resulta em pagamento excessivo de impostos, riscos legais e retrabalho. Por isso, compreender como funciona cada regime e quais critérios avaliar é essencial para uma gestão fiscal eficiente. Ao longo deste artigo, você vai entender o que é regime tributário, conhecer as opções existentes no Brasil e aprender como escolher a alternativa mais vantajosa para o seu negócio, considerando operação, faturamento e estrutura. O que é regime tributário O regime tributário define como a empresa calcula e recolhe seus impostos. Em outras palavras, ele estabelece as regras para apuração, prazos e obrigações acessórias. Assim, a escolha correta garante previsibilidade, reduz riscos e evita custos desnecessários. Além disso, o regime influencia diretamente a apuração de impostos, a escrituração e a rotina do departamento fiscal. Portanto, não se trata apenas de pagar menos, mas de pagar corretamente. Por que a escolha do regime tributário é tão importante A decisão sobre o regime tributário afeta o negócio ao longo de todo o ano-calendário. Quando a empresa escolhe mal, surgem consequências como: Por outro lado, quando a escolha considera dados reais da operação, a empresa ganha eficiência e segurança, fortalecendo a gestão fiscal. Principais regimes tributários no Brasil Atualmente, as empresas brasileiras podem optar entre três regimes principais. Cada um atende a perfis diferentes. Simples Nacional O Simples unifica tributos em uma guia única e, geralmente, reduz a burocracia. Em contrapartida, pode não ser vantajoso para empresas com margens baixas, ICMS elevado ou faturamento próximo ao limite. Lucro Presumido No Lucro Presumido, a base de cálculo parte de percentuais fixos sobre a receita. Dessa forma, empresas com margens maiores podem se beneficiar. Entretanto, a simplicidade aparente exige atenção às particularidades de cada imposto. Lucro Real Já o Lucro Real calcula impostos com base no resultado efetivo. Embora seja mais complexo, costuma ser vantajoso para empresas com margens menores, créditos tributários relevantes ou operações específicas. Como avaliar qual regime tributário é o mais vantajoso Escolher o regime tributário correto exige análise. Veja os principais critérios: 1. Faturamento anual O volume de receita define limites e possibilidades. Portanto, é o primeiro ponto a avaliar. 2. Margem de lucro Empresas com margens elevadas tendem a se beneficiar de regimes presumidos. Já margens menores podem indicar o Lucro Real. 3. Tipo de operação Atividades com ICMS, ISS, benefícios fiscais ou substituição tributária exigem atenção especial. 4. Estrutura de custos Folha de pagamento, insumos e despesas dedutíveis influenciam diretamente a escolha. 5. Obrigações acessórias Cada regime traz um nível diferente de exigências. Assim, a capacidade operacional também conta. Erros comuns na escolha do regime tributário Mesmo com informações disponíveis, alguns erros se repetem: Essas falhas enfraquecem a gestão fiscal e aumentam o risco de prejuízos. A importância de revisar o regime tributário periodicamente O que é vantajoso hoje pode não ser amanhã. À medida que a empresa cresce, muda de mix de produtos ou altera sua estrutura, o regime tributário pode deixar de ser o ideal. Por isso, revisar a opção anualmente — com base em dados consolidados — evita surpresas e mantém a empresa alinhada à legislação. Como a tecnologia apoia a escolha do regime tributário Sem dados confiáveis, a decisão vira suposição. Sistemas integrados centralizam informações de vendas, custos e impostos, permitindo simulações realistas. Assim, a empresa deixa de “apostar” e passa a decidir com base em números. Como o ERP Posseidom contribui para a gestão do regime tributário O ERP Posseidom da DP Sistemas integra áreas fiscal, financeira e operacional, o que facilita análises e simulações do regime tributário. Com dados consistentes, a empresa: Como resultado, a gestão fiscal se torna mais previsível e segura. Conclusão Escolher o regime tributário mais vantajoso é uma decisão estratégica, não burocrática. Quando baseada em dados, análise e tecnologia, ela reduz custos, evita riscos e sustenta o crescimento do negócio. Ao revisar periodicamente o regime e contar com sistemas integrados, a empresa transforma a gestão fiscal em um diferencial competitivo, e não em um problema recorrente. Compartilhar:

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Se Sua Hora Técnica Custa o Mesmo em Todo Projeto, Você Está se Sabotando

🎯 A verdade que ninguém te conta: Cobrar uma única taxa horária fixa para todos os projetos é o erro mais caro que desenvolvedores e consultores de TI cometem. E não estou falando apenas de dinheiro — estou falando de anos de carreira jogados fora, oportunidades desperdiçadas e a sensação permanente de estar trabalhando mais do que deveria pelo que ganha. Deixa eu te fazer uma pergunta incômoda: você cobra o mesmo valor por hora para desenvolver um sistema de controle de estoque para uma pequena loja e para criar um módulo de pagamentos que vai processar milhões em transações diárias? Se a resposta for sim, continue lendo. Vamos resolver isso agora. 💰 O Mito da Hora Técnica Única (e Por Que Ele Te Mantém Pobre) Quando comecei como desenvolvedor freelancer, eu tinha uma planilha sagrada: meu custo operacional dividido pelas horas trabalhadas, mais uma margem de lucro “justa”. Resultado? Uma hora técnica fixa que eu aplicava religiosamente em tudo. Landing page? R$150/hora. Sistema bancário crítico? R$150/hora. O problema? Eu estava precificando meu tempo, não meu valor. Sistemas diferentes não exigem apenas tempos diferentes — eles exigem níveis completamente distintos de responsabilidade, expertise, e carregam custos de erro absolutamente incomparáveis. Um bug no sistema de estoque pode causar confusão no inventário. Um bug no sistema de pagamentos pode quebrar uma empresa e te colocar no tribunal. E você cobra o mesmo valor? ⚡ A Matemática Brutal da Precificação Inadequada Vamos aos números concretos que ninguém te mostra: Cenário 1: Sistema Simples Cenário 2: Sistema Crítico A empresa do segundo cenário processa R$2 milhões/mês. Um dia de sistema fora do ar = R$66 mil de prejuízo. Um erro de segurança = multas LGPD + processos judiciais. E você está cobrando o mesmo que cobra de uma loja local? Você não está entregando tempo. Você está entregando segurança, continuidade de negócio, e paz de espírito para o cliente dormir tranquilo sabendo que o sistema não vai quebrar às 3h da manhã gerando prejuízo de seis dígitos. 🎯 Os Três Pilares da Precificação Estratégica 1. Complexidade Técnica (O Que Você Entrega) Complexidade não é só sobre “quantas linhas de código” ou “quantas integrações”. É sobre a profundidade do conhecimento exigido e a raridade dessa expertise no mercado. Baixa Complexidade: Média Complexidade: Alta Complexidade: 💡 Insight prático: Cada nível de complexidade deveria multiplicar sua hora técnica base por um fator. Minha regra pessoal: Baixa = 1x, Média = 1.5x, Alta = 2-3x. 2. Impacto no Negócio (O Valor que Você Gera) Aqui está a virada de chave mental que transformou minha carreira: pare de pensar em quanto tempo você gasta e comece a pensar em quanto valor você gera. Um módulo de recomendação que aumenta o ticket médio em 15% em um e-commerce que fatura R$500k/mês está gerando R$900k/ano de valor adicional. E você vai cobrar R$15k pelo projeto porque “gastou 100 horas”? Perguntas que você DEVE fazer antes de precificar: Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas envolver números de quatro dígitos para cima, sua hora técnica precisa refletir isso. 3. Custo do Erro (O Risco que Você Assume) Este é o fator mais subestimado e o mais perigoso de ignorar. Todo sistema tem um “potencial de destruição” embutido. Quanto maior esse potencial, maior deve ser sua remuneração — porque você está assumindo responsabilidade proporcional. Exemplo real que mudou minha perspectiva: Trabalhei em dois projetos simultâneos: Projeto A: Portal de notícias Projeto B: Sistema de agendamento cirurgias Depois que quase tive um processo nas costas por um erro que poderia ter sido evitado com mais tempo de testes (mas o cliente queria “rápido e barato”), refiz completamente minha estrutura de preços. Hoje uso esta escala de risco: 🟢 Risco Baixo: Sistemas informativos, sem dados sensíveis, sem transações 🟡 Risco Médio: E-commerce, CRMs, dados de clientes, transações reversíveis 🔴 Risco Alto: Sistemas financeiros, saúde, segurança pública, dados LGPD sensíveis 🚀 Como Implementar Precificação Diferenciada (Passo a Passo Prático) Passo 1: Calcule Sua Taxa Base Real Não aquele número que você tirou do ar ou copiou de um colega. Sua taxa base considerando: ✅ Custos fixos mensais (infraestrutura, software, contador)✅ Horas realmente faturáveis (não 160h/mês — mais realista é 80-100h)✅ Impostos e taxas✅ Margem de lucro mínima desejada✅ Investimento em atualização/capacitação Fórmula simplificada: Taxa Base = (Custos Mensais + Salário Desejado) / Horas Faturáveis Exemplo: (R$5.000 custos + R$10.000 desejado) / 80h = R$187,50/hora base Passo 2: Crie Sua Matriz de Multiplicadores Use minha tabela como ponto de partida e ajuste para sua realidade: Critério Baixo Médio Alto Crítico Complexidade 1.0x 1.5x 2.0x 3.0x Impacto Negócio 1.0x 1.3x 1.8x 2.5x Custo do Erro 1.0x 1.5x 2.5x 4.0x Importante: Os multiplicadores são cumulativos, mas com moderação. Use a média ou o mais alto, não multiplique tudo cegamente ou ficará fora de mercado. Passo 3: Avalie Cada Projeto Honestamente Antes de precificar, preencha esta checklist: 📋 Avaliação de Projeto: Complexidade Técnica: Impacto no Negócio: Custo do Erro: Quanto mais “sim”, maior seu multiplicador. Passo 4: Comunique o Valor, Não o Preço Aqui está onde 90% dos desenvolvedores perdem a venda — mesmo tendo precificado corretamente. ❌ Comunicação errada:“O projeto vai custar R$45.000. São 300 horas a R$150/hora.” ✅ Comunicação correta:“Este sistema vai processar R$2 milhões em transações anualmente com zero downtime. Vamos implementar redundância tripla, criptografia de ponta a ponta e testes automatizados que cobrem 95% do código. O investimento é R$45.000, e inclui 6 meses de suporte prioritário para garantir estabilidade total durante a fase crítica de lançamento.” Vê a diferença? Um fala de custo. Outro fala de valor, segurança e tranquilidade. 💡 Casos Reais: Antes e Depois da Precificação Estratégica Caso 1: Sistema de Gestão de Clínica Médica Antes (Precificação ingênua): Depois (Precificação estratégica): Aprendizado chave: O cliente certo paga pelo valor. O cliente errado reclama do preço. Caso 2: E-commerce com Módulo de Recomendação IA Antes: Depois: ⚠️ Erros Fatais que Você Deve Evitar Erro 1: Medo de Perder o Cliente Você já deixou de cobrar o valor justo com medo de o cliente ir embora? Eu já. Múltiplas vezes. Resultado? Clientes problemáticos..

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Gestão presa ao escritório é gestão atrasada

Durante muito tempo, gerir uma empresa significou estar fisicamente presente. Sentar na mesa, abrir o computador da empresa, acessar o sistema interno e tomar decisões dali. Esse modelo funcionou enquanto o negócio era simples, centralizado e pouco exposto a risco. Esse tempo acabou. Hoje, gestão presa ao escritório não é apenas atrasada — é risco operacional. Não porque o gestor não esteja presente, mas porque o negócio acontece o tempo todo, em vários lugares, e as decisões não podem esperar o próximo dia útil nem o retorno ao escritório. O problema não é trabalhar fora. É decidir tarde. Muita gente ainda associa mobilidade à comodidade. Como se acessar dados fora da empresa fosse luxo ou conveniência. Isso é um erro conceitual. Mobilidade, hoje, é capacidade de resposta. Empresas perdem dinheiro não porque tomam decisões erradas, mas porque tomam decisões tarde demais. Quando o gestor só consegue enxergar números estando fisicamente no escritório, o negócio fica cego fora daquele horário e daquele espaço. E risco não avisa quando vai aparecer. O negócio não para quando o gestor sai da mesa Vendas continuam acontecendo.Pagamentos vencem.Limites estouram.Clientes atrasam.Exceções surgem. Tudo isso acontece independentemente de onde o gestor está. Quando fiscal, financeiro e vendas dependem da presença física para serem acompanhados, a empresa cria um gargalo perigoso: o controle está concentrado em um lugar, enquanto o risco está espalhado. Isso não é gestão. É vulnerabilidade. Decidir fora da empresa virou requisito Gestores do ICP 4–7 não vivem mais rotina previsível. Eles: Nesse cenário, esperar “chegar no escritório” para decidir é assumir atraso como padrão. Decisão estratégica não pode depender de geografia. Se depende, o sistema não está acompanhando a maturidade do negócio. Indicadores em tempo real não são luxo. São defesa. Outro erro comum é tratar indicadores em tempo real como algo “sofisticado demais”. Na prática, eles são mecanismo de proteção. Sem visão atualizada, o gestor: Indicador em tempo real não serve para controlar tudo o tempo todo. Serve para evitar surpresa. E surpresa é inimiga direta de quem gere risco fiscal, financeiro e operacional. Gestão offline cria zonas cegas Quando o acesso à informação é restrito ao escritório: Isso cria zonas cegas perigosas, especialmente em áreas críticas como: Nenhuma dessas áreas tolera atraso. E todas elas geram impacto real se ficarem fora do radar por algumas horas — ou dias. Fiscal, financeiro e vendas não podem esperar Essas três áreas formam o núcleo de risco de qualquer empresa em crescimento. Quando o gestor não consegue: ele perde capacidade de governança. Não é sobre microgerenciar. É sobre ter visibilidade suficiente para intervir quando necessário. Gestão moderna não exige presença constante. Exige acesso contínuo. O mito do “depois eu vejo” Empresas presas ao escritório vivem repetindo a mesma frase: “depois eu vejo”. Depois vira: A ausência de acesso em tempo real cria uma cultura reativa. A empresa não antecipa, ela corrige. E correção sempre custa mais do que prevenção. Mobilidade muda a relação do gestor com o negócio Quando o gestor tem acesso seguro e estruturado aos dados da empresa de qualquer lugar, a relação com a gestão muda. Ele: Isso não significa trabalhar 24 horas. Significa não ser refém do espaço físico para exercer a função de gestor. Tecnologia não é sobre acesso remoto. É sobre governança. É importante deixar claro: mobilidade não é abrir qualquer sistema de qualquer jeito. Gestão móvel exige: Não se trata de “ver tudo no celular”. Trata-se de ver o que importa, quando importa, onde importa. Sem isso, a mobilidade vira bagunça. Com isso, ela vira vantagem competitiva. O papel do ERP nesse novo cenário Um ERP preparado para gestão moderna não é apenas aquele que roda bem no escritório. É aquele que: Quando o ERP não oferece isso, o gestor cria atalhos: mensagens, planilhas, pedidos por telefone. E cada atalho aumenta o risco. Gestão presa ao escritório geralmente indica sistema preso ao passado. Gestão atrasada custa caro, mesmo funcionando O mais perigoso é que esse modelo “ainda funciona”. A empresa continua operando, faturando, pagando contas. Mas opera: Até o dia em que um problema exige decisão rápida — e ela não acontece a tempo. Nesse momento, o custo aparece. E ele costuma ser maior do que qualquer investimento em estrutura. Conclusão Gestão não acontece mais em um lugar fixo. A empresa é dinâmica, distribuída e exposta a risco o tempo todo. Quando o controle fica preso ao escritório, a gestão fica atrasada.Quando a gestão fica atrasada, o risco aumenta. Fiscal, financeiro e vendas precisam estar acessíveis onde o gestor estiver. Não para controlar tudo, mas para não ser surpreendido. Porque, no cenário atual, não é a falta de informação que quebra empresas.É o atraso na decisão. E decisão atrasada quase sempre custa mais caro do que qualquer estrutura bem implementada. Compartilhar:

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O erro de comparar ERP com investimento financeiro

É cada vez mais comum ouvir gestores comparando a decisão de investir em um ERP com aplicações financeiras. A lógica parece simples: “Se eu colocar esse dinheiro em um investimento, quanto ele rende?”. O problema é que essa comparação parte de uma premissa errada — ERP não é investimento financeiro. E quando a empresa usa essa régua equivocada, a decisão deixa de ser estratégica e vira um erro silencioso de gestão. O equívoco começa no conceito de ROI ROI financeiro mede retorno direto sobre capital aplicado. Juros, dividendos, valorização. É uma lógica válida quando falamos de aplicações, fundos, imóveis ou ativos financeiros. ERP não opera nessa lógica. Um sistema de gestão não existe para “render dinheiro” diretamente. Ele existe para evitar perdas, reduzir ineficiência, melhorar decisões e sustentar crescimento. Comparar ERP com um investimento financeiro é como comparar infraestrutura com rentabilidade imediata. São naturezas completamente diferentes. ERP não rende juros. Rende decisão melhor. Quando uma empresa pergunta “quanto esse ERP vai me render?”, ela está olhando para o lugar errado. A pergunta correta é: Esses ganhos não aparecem como juros mensais. Eles aparecem como decisões melhores tomadas antes da dor. E decisão certa no tempo certo vale mais do que qualquer rendimento financeiro de curto prazo. ROI operacional é diferente de ROI financeiro Aqui está a distinção que muita empresa ignora: ERP atua no ROI operacional. Ele não cria dinheiro do nada. Ele impede que o dinheiro escape. Empresas que operam sem controle perdem caixa de várias formas: Nenhum investimento financeiro compensa um negócio que perde dinheiro todos os dias por falha de gestão. O custo invisível de não investir em ERP Quando a empresa compara ERP com investimento financeiro, ela costuma olhar apenas para o custo mensal do sistema. O que fica fora da conta é o custo de não ter estrutura. Esse custo aparece como: Esses custos não aparecem no DRE como uma linha clara, mas corroem o resultado todos os meses. Na prática, muitas empresas perdem mais dinheiro por ineficiência operacional do que ganhariam aplicando o mesmo valor em qualquer investimento financeiro conservador. O erro de tratar ERP como “despesa evitável” Outro reflexo da comparação errada é classificar ERP como despesa que pode ser adiada. “Depois a gente vê”, “agora não é prioridade”, “vamos esperar mais um pouco”. Esse adiamento cria um paradoxo perigoso: a empresa espera melhorar o resultado para investir em estrutura, quando na verdade o resultado não melhora justamente por falta de estrutura. ERP não é custo para quando sobra dinheiro. É base para o dinheiro parar de vazar. Investimento financeiro não resolve problema operacional Aplicação financeira não: Ela só rende sobre o capital que sobra. ERP atua antes disso. Ele atua para fazer sobrar. Empresas que priorizam investimento financeiro enquanto operam com sistemas frágeis estão, na prática, colocando dinheiro para render enquanto o negócio perde eficiência todos os dias. É como tentar encher um balde furado. Por que empresas maduras param de fazer essa comparação Empresas em maturidade organizacional mais alta entendem que ERP não compete com investimento financeiro. Ele compete com o caos. Quando a empresa atinge determinado nível de complexidade, não investir em sistema passa a ser risco, não economia. Nesse estágio, o gestor entende que: Por isso, empresas maduras tratam ERP como infraestrutura crítica, não como aposta de retorno. O papel do ERP no crescimento sustentável Crescer exige decisões cada vez mais rápidas e precisas. Sem dados confiáveis, o crescimento vira risco acumulado. ERP estruturado permite: Nenhum investimento financeiro entrega isso. O ERP não multiplica dinheiro. Ele protege o negócio que gera o dinheiro. O erro não é querer retorno. É usar a métrica errada. Buscar retorno é legítimo. O erro é usar métrica financeira para avaliar decisão estrutural. ERP deve ser avaliado por perguntas como: Quando a resposta é sim, o retorno já está acontecendo — mesmo que não apareça como rendimento percentual. Conclusão Comparar ERP com investimento financeiro é um erro conceitual que custa caro no longo prazo. Sistemas de gestão não rendem juros. Eles rendem decisões melhores, menos erro, menos retrabalho e mais controle. E isso é o que permite que o dinheiro exista para ser investido depois. Empresas que entendem isso deixam de perguntar “quanto esse ERP vai render” e passam a perguntar “quanto estamos perdendo por não ter estrutura”. Porque no fim, o verdadeiro ROI não está no extrato da aplicação.Está na capacidade da empresa de decidir certo, no tempo certo, com o menor risco possível. E isso nenhum investimento financeiro entrega sem uma operação bem estruturada por trás. Compartilhar:

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🚨 Sistemas Quebram Mais por Pessoas do Que por CPU: A Escalabilidade Que Ninguém Conta

Se você já viu uma arquitetura de microservices linda no papel virar um pesadelo de latência e timeouts na prática, sabe do que estou falando. A culpa não foi do Kubernetes, do banco de dados ou daquela biblioteca mal otimizada. Foi da comunicação entre os times. Essa é a escalabilidade organizacional que poucos mencionam, mas que decide se sua empresa cresce ou entope. Enquanto todos monitoram CPU, memória e requisições por segundo, o verdadeiro gargalo está nos canais de Slack, reuniões de alinhamento e dependências entre squads. É a arquitetura sociotécnica – e dominar esse conceito é o que separa empresas que escalam de empresas que implodem. 🏗️ A Lei de Conway: Seu Sistema é um Espelho da Sua Organização A Lei de Conway não é teoria – é constatação. Formulada em 1967, ela estabelece que “a arquitetura de um sistema copia a estrutura de comunicação da organização que o desenvolve”. Em outras palavras: você pode desenhar o sistema mais perfeito do mundo, mas ele vai refletir quem fala com quem, quem reporta para quem e quem depende de quem.​ Quando a Amazon adotou o modelo de “two-pizza teams” (times pequenos o suficiente para serem alimentados com duas pizzas), não foi moda corporativa. Foi estratégia explícita de alinhar arquitetura técnica com estrutura organizacional. Cada time autônomo cuida de um serviço específico, com APIs bem definidas, e pode escolher sua própria tecnologia. O resultado? Escalabilidade real, não só de tráfego, mas de desenvolvimento.​ O problema é quando empresas copiam a arquitetura (microservices) sem copiar a organização (times autônomos). O resultado é desastroso: dependências circulares, deployments coordenados, reuniões infinitas e sistemas que quebram não por falha técnica, mas por falha humana de coordenação.​ ⚡ Comunicação Como Gargalo Técnico: O Custo Oculto de Conway Aqui está a verdade que dói: cada dependência entre times adiciona latência ao seu sistema. Não latência de rede, mas latência de decisão. Quando um time precisa de outro para mudar um contrato de API, você não tem um problema técnico – tem um problema de comunicação organizacional.​ Estudos mostram que gargalos de comunicação são os principais responsáveis por: A falta de comunicação eficaz entre equipes é um gargalo operacional silencioso, mas com grande impacto. Quando a comunicação falha, as equipes não estão alinhadas, ocorrem mal-entendidos, retrabalho e perda de prazos importantes. Em ambientes de missão crítica, isso significa queda na confiança do cliente ou prejuízo operacional significativo. 🎯 Quando Dividir Times Piora o Sistema A receita clássica para escalar é “dividir para conquistar”. Mais desenvolvedores? Cria mais times. Sistema monolítico? Quebra em microservices. Só que essa lógica falha quando a divisão não segue os limites de negócio. Dividir times por camada técnica (front-end, back-end, banco de dados) é o erro mais comum. Você cria: A Lei de Conway aplicada de forma negativa cria arquiteturas em camadas onde resolver problemas que cortam verticalmente as camadas aumenta a sobrecarga de coordenação. Quando você precisa mudar um contrato entre dois serviços, o sucesso pode ser difícil dado a necessidade de coordenar e combinar essa mudança quando ambos os serviços são lidados por times diferentes.​ Pior cenário: você divide um time de 8 desenvolvedores em dois times de 4, mas mantém a mesma arquitetura monolítica. Agora você tem dobro de reuniões, metade da eficiência e um código que continua sendo compartilhado, gerando conflitos constantes. 🚀 A Solução: Arquitetura Sociotécnica na Prática Arquitetura sociotécnica não é teoria acadêmica – é design de sistemas considerando gente, processos e tecnologia como um todo inseparável. A teoria sociotécnica propõe otimização conjunta, onde o sistema social e técnico são concebidos juntos para funcionar sem problemas.​ 1. Mapeie os Domínios de Negócio Primeiro Antes de quebrar o sistema, quebre o negócio em domínios. Use Domain-Driven Design (DDD) para identificar bounded contexts. Cada domínio é um candidato natural a um time autônomo. Quando você alinha times a domínios de negócio, a arquitetura flui naturalmente. O time de “Pagamentos” cuida do serviço de pagamentos, do banco de dados de transações, da UI de checkout. Eles são donos de tudo dentro do domínio deles. 2. Adote Team Topologies O modelo Team Topologies, desenvolvido por Matthew Skelton e Manuel Pais, define quatro tipos de times e três padrões de interação que resolvem 90% dos problemas de escalabilidade organizacional:​ Os quatro tipos de time: Os três padrões de interação: 3. Inverter a Lei de Conway Aplicar a Lei de Conway de forma proativa: desenhe a arquitetura desejada e reestruture os times para refletir essa arquitetura. A Amazon fez exatamente isso: criou times pequenos e autônomos, reduziu a complexidade da comunicação e aumentou a agilidade. Estruture equipes que reflitam a arquitetura desejada: componentes = times. Mapeie como ocorre a comunicação hoje, ou seja, quem fala com quem, com que frequência.​ Passo a passo prático: 4. Métricas de Comunicação, Só de Técnica Se você não mede, não gerencia. Adicione ao seu dashboard: 📈 Casos de Sucesso: Quando a Organização Virou Arquitetura Spotify: O modelo de squads, tribes, chapters e guilds não é moda. É aplicação prática de arquitetura sociotécnica. Cada squad é autônomo, cross-functional e responsável por uma feature end-to-end. Resultado: 400+ deploys por dia. Amazon: Dois-pizza teams + APIs internas como contratos. Cada time tem orçamento, roadmap e tecnologia próprios. Se um time precisa de outro, consome via API. Não há “almoço grátis” – cada chamada tem custo e SLA. Netflix: O time de Plataforma provê ferramentas como serviço para os times de Produto. Quem cuida de streaming não precisa saber de infraestrutura. Quem cuida de infraestrutura não manda no produto. Interfaces claras, responsabilidades distintas. 💡 Seu Plano de Ação: Onde Começar Segunda-Feira Não espeta refazer tudo de uma vez. Comece pequeno, comece onde dói mais: 1. Identifique o gargalo de comunicação atual 2. Pilote com um domínio crítico 3. Documente contratos, não apenas código 4. Crie um time de plataforma interna 5. Reveja a cada 3 meses 🎓 Conclusão: A Escalabilidade Que Importa Escalar não é só adicionar servidores. É adicionar pessoas sem adicionar caos. É fazer com que 10 desenvolvedores sejam 10x mais produtivos, não 10x mais lentos por conta da coordenação. A arquitetura sociotécnica é..

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Como o crediário próprio destrói o caixa sem controle

O crediário próprio ainda é visto por muitas empresas como uma vantagem competitiva. Facilita a venda, aumenta conversão e ajuda a fechar negócio onde o concorrente trava. No curto prazo, funciona. No médio e longo prazo, pode ser um dos maiores sabotadores do caixa. O problema não é vender a prazo. O problema é vender a prazo sem controle, sem critério e sem visibilidade financeira real. Quando isso acontece, o crediário deixa de ser ferramenta comercial e passa a ser um financiamento informal bancado pela própria empresa. E financiamento sem juros, sem garantias e sem gestão costuma terminar mal. O crediário parece inofensivo… até não ser mais No começo, o crediário próprio surge quase sempre como exceção: Com o tempo, vira padrão. A operação vende, o financeiro tenta acompanhar e o gestor só percebe o problema quando o caixa começa a apertar — mesmo com vendas crescendo. Esse é o primeiro sinal de alerta: faturamento sobe, dinheiro não entra. Venda não é caixa. E crediário deixa isso explícito Empresas que usam crediário sem controle costumam confundir três coisas: No crediário próprio, essas três etapas se separam. A venda acontece hoje, a receita é contabilizada, mas o dinheiro entra — se entrar — semanas ou meses depois. Quando não existe controle rigoroso sobre prazos, inadimplência e concentração de risco, o caixa vira refém das promessas feitas no balcão ou pelo vendedor. O maior erro: tratar crediário como extensão da venda A maioria das empresas deixa o crediário sob responsabilidade comercial. É aí que mora o risco. Vendedor é treinado para fechar negócio, não para analisar risco de crédito. Quando o crediário vira argumento de venda sem governança financeira, a empresa troca controle por volume. Os sintomas aparecem rápido: Nesse cenário, o crediário não apoia o crescimento. Ele consome o capital de giro. Inadimplência: o problema visível (mas não o único) Quando se fala em crediário, a primeira preocupação costuma ser inadimplência. Ela é grave, mas não é o único problema. Mesmo clientes que pagam em dia: Ou seja: o crediário impacta o caixa antes mesmo de virar inadimplência. Empresas que crescem com crediário próprio sem controle acabam dependendo de: Tudo isso para sustentar vendas que, teoricamente, já aconteceram. Falta de visibilidade: o erro estrutural Outro problema recorrente é a falta de visão consolidada: Sem essas respostas em tempo real, o gestor toma decisões no escuro. Continua vendendo a prazo sem saber se o caixa aguenta. Planilhas paralelas, controles manuais e relatórios atrasados não resolvem. Eles apenas mascaram o risco. Concentração de risco: quando poucos clientes mandam no seu caixa Empresas que concedem crediário sem política clara acabam concentrando risco em poucos clientes. Um atraso maior ou uma quebra específica já é suficiente para gerar efeito dominó. O caixa sente.O financeiro corre atrás.A operação continua vendendo. E o problema se repete. Sem controle por limite de crédito, histórico de pagamento e exposição total por cliente, o crediário vira aposta — não estratégia. O impacto invisível na gestão Além do caixa, o crediário mal gerido gera outros problemas: A empresa passa a trabalhar para sustentar o crediário, e não o contrário. Crediário exige regra, não improviso Empresas maduras não eliminam o crediário. Elas estruturam. Isso envolve: Sem isso, o crediário não é diferencial competitivo. É risco operacional. Onde o sistema de gestão muda o jogo O problema do crediário próprio não é conceitual. É operacional e informacional. Sem um sistema de gestão que integre vendas, financeiro e cobrança: Um ERP estruturado — como o ERP Posseidom, da DP Sistemas — permite que o crediário seja tratado como o que ele realmente é: decisão financeira, não apenas comercial. Com controle centralizado, o gestor enxerga: Isso muda completamente a lógica da decisão. Crediário pode vender mais. Mas pode quebrar mais rápido. O crediário próprio não é vilão. Ele só exige maturidade. Empresas que crescem sem controlar o impacto financeiro do crediário não estão aumentando receita. Estão postergando problemas. Venda sem caixa não sustenta crescimento.Volume sem controle não vira lucro. Conclusão Se o crediário próprio não é acompanhado de regra, limite e visibilidade, ele deixa de ser estratégia comercial e vira um dreno silencioso de caixa. Empresas do ICP 4–7 não podem se dar ao luxo de descobrir isso tarde demais. O momento de estruturar o crediário é antes da dor, não depois. Porque no fim, o problema não é vender a prazo.É vender sem saber quem está financiando quem. E, na maioria das vezes, é a empresa financiando o cliente — com o próprio futuro. Compartilhar:

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Arquitetura de Sistemas: Decisões que Não Têm Rollback

Introdução: O Custo Real de Erros Arquiteturais Quando um sistema é pequeno, a arquitetura é um detalhe. Quando cresce, torna-se o alicerce sobre o qual toda a organização é construída. A diferença crítica entre um arquiteto sênior e um desenvolvedor talentoso é justamente essa: o sênior entende que certos erros não podem ser desfeitos. Refatorar a arquitetura de um sistema em produção que processa 10 mil requisições por segundo não é o mesmo que reorganizar código em uma startup de três pessoas. O problema é que a maioria das decisões arquiteturais é tomada sob incerteza. Você não sabe quantas requisições virão em seis meses. Não sabe se o seu maior cliente pedirá uma integração que quebra sua suposição central. Não sabe se aquela linguagem que parecia perfeita terá dificuldade em recrutar pessoas em dois anos. O que você sabe é que a decisão que tomar hoje será praticamente imutável dentro de dois anos. Este artigo não trata sobre qual arquitetura escolher. Trata sobre como pensar em decisões que importam, onde simplicidade supera modernidade, e como reconhecer quando você está caminhando para um precipício. Primeira Lei: Quando Moderno Mata a Verdade do Negócio Existe uma tendência quase irresistível em desenvolvimento de software: adotar a solução mais sofisticada disponível. Microserviços porque é o padrão do momento. Kubernetes porque permite escalabilidade teórica. Event sourcing porque captura toda a história do sistema. O problema é que nenhuma dessas decisões tem relação obrigatória com o seu problema específico. Uma empresa de SaaS B2B com 50 clientes corporativos tem um problema completamente diferente de uma rede social com 5 milhões de usuários. Mas ambas podem estar lendo o mesmo blog de arquitetura e chegando à conclusão errada de que precisam exatamente da mesma infraestrutura. A verdade incômoda: o monólito bem estruturado resolveu mais problemas no mundo real do que microsserviços mal planejados. O banco de dados relacional tradicional continua sendo a solução certa para 80% dos casos de negócio. A autenticação JWT simples funciona melhor do que muitos sistemas complexos de token que foram construídos porque alguém leu um artigo. O que define a arquitetura correta é responder, com honestidade, três perguntas: 1. Qual é o seu verdadeiro gargalo hoje? Não em teoria. Não em “poderia ser em seis meses”. Agora. Se ninguém está reclamando de latência, você não tem um problema de performance. Se não há integração entre times separados causando conflito, você não tem um problema de dependências entre serviços. O sênior que vale a pena é aquele que consegue dizer: “Não sabemos se isso será problema, então não vamos resolver agora.” 2. O que você consegue manter em produção? Microsserviços requerem observabilidade sofisticada, testes complexos, e procedimentos de deployment cuidadosamente orquestrados. Se sua equipe tem três pessoas, você não consegue manter isso. Se sua equipe é distribuída em fusos horários diferentes e ninguém tem tempo para on-call noturno, você tem um problema de arquitetura que nem existe ainda, mas que você está criando ativamente. 3. Qual é o custo real de errar essa decisão? Alguns erros arquiteturais são recovráveis. Se você escolhe a biblioteca errada, muda em três semanas. Se você escolhe a linguagem errada, é mais caro, mas ainda possível. Se você estrutura todo o seu sistema em torno de uma suposição de escalabilidade que não se materializa em dois anos, você construiu uma catedral cara para um problema que não existe. Uma startup que escolhe monólito em Python porque a equipe conhece Python consegue iterar rapidamente. Se em um ano descobrir que precisa de performance diferente, o conhecimento arquitetural transfere. Uma startup que escolhe Go com microsserviços porque “é o futuro” e a equipe é nova em Go enfrenta duas batalhas simultâneas: aprender a tecnologia e lidar com a complexidade. Quando a pressão chega, eles travam. Segunda Lei: O Monólito Não É Fracasso, É Decisão Há uma narrativa que cresceu nos últimos dez anos: monólitos são ruins. Microsserviços são bons. Você precisa evoluir. O problema com essa narrativa é que ela trata arquitetura como um caminho linear de progresso tecnológico, quando na verdade é um problema de trade-offs. Um monólito bem estruturado tem vantagens genuínas que ninguém menciona quando está vendendo microsserviços: Debugging é direto. Quando um erro acontece, você tem a stack trace completa. Quando uma requisição demora 500ms, você sabe exatamente onde o tempo foi gasto porque é tudo um único aplicativo. Em microsserviços, você gasta horas correlacionando logs entre serviços, configurando distributed tracing, e tentando reconstruir o que aconteceu. Transações são reais. Em um monólito, você pode usar uma transação ACID verdadeira. Duas operações acontecem juntas ou nenhuma delas. Em microsserviços, você entra no mundo das transações distribuídas, sagas, eventual consistency e a necessidade de lidar com estados intermediários que ninguém planejou para. Isso é cognitivamente pesado. Deploy é simples. Você faz um build, você faz um deploy. Uma imagem, um rollback. Em microsserviços, você precisa coordenar deploys de múltiplos serviços, lidar com versionamento de contratos, e garantir que ninguém quebrou a interface entre serviços. Se você tem 20 serviços, você pode ter 20 pontos de falha diferentes. Compartilhamento de código é natural. Sim, microsserviços eliminam acoplamento. Mas introduzem um problema diferente: quando você precisa compartilhar lógica (e você vai precisar), você começa a duplicar código ou criar bibliotecas compartilhadas que precisam de versionamento. Isso é acoplamento disfarçado. A pergunta honesta que um arquiteto deve fazer é: em que ponto o custo de manter um monólito supera o custo de manter microsserviços? A resposta é: muito mais tarde do que a maioria das pessoas pensa. LinkedIn começou com um monólito. Manteve um monólito por anos. Quando escalaram para bilhões de requisições por dia, apenas aí começaram a considerar separação. Netflix é famosa por microsserviços, mas Netflix também tem um problema de escala absolutamente extraordinário. A maioria das empresas nunca chegará próxima desse ponto. O erro que muitos arquitetos cometem é confundir “a solução que funciona para empresas que resolveram o problema de escala” com “a solução que funciona para meu problema”. Essas são coisas completamente diferentes. Terceira Lei: Onde Separar Contexto (e Onde Não)..

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